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Um Gênero e Inúmeras Questões por Dilvo Rodrigues

7 mar

Hoje eu vou abrir mão do humor. E será um das poucas vezes em muito tempo que lançarei mão da seriedade para falar do Dia Internacional da Mulher. Particularmente, tenho um pé atrás com essas “datas comemorativas”. O motivo principal da minha desconfiança é baseado na mercantilização delas. Porém, esses momentos podem ser reveladores e mesmo esclarecedores sobre o que somos e o que nos tornamos.

Algumas delas servem para mostrar que somos totalmente incoerentes e, posso dizer falsos e mesquinhos. Eu vejo isso muito claramente, por exemplo, na data em que se comemora o Dia da Consciência Negra. O Governo, a mídia e nós mesmos, cidadãos comuns, ficamos com aquele discursinho bonitinho de que tem de refletir, que isso, que aquilo. No outro dia, questionamos a existência das cotas para os negros e afrodescendentes praticadas nas universidades públicas desse país, não concordamos que o governo ajude financeiramente a população pobre, que em sua maioria se constitui de negros e afrodescendentes. Existem outras datas em que é mais possível ver o quão nosso país é desigual e o quanto nossos objetivos e visões se divergem. Acho que no Dia Internacional da Mulher é possível constatar isso.

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Essa data é resultado de uma série de reinvindicações por melhores condições de trabalho e de vida que as mulheres começaram a realizar no contexto das revoluções industriais do inicio do século XX. Durante o período da Primeira Guerra Mundial, as mulheres foram recrutadas em massa para trabalhar nas linhas de produções industriais da Europa e dos Estados Unidos. Mas, e hoje, como seria ter uma visão moderna ou contemporânea, se assim queiram, das lutas e reivindicações das mulheres? Na minha opinião, é impossível responder sem levarmos em conta a estratificação ou, em outras palavras, a desigualdade sócio econômica brasileira. Ou seja, se por um lado, um grupo de mulheres reivindica a equiparação de salários para uma mesma função, em relação aos homens, o outro grupo ainda luta para que seus filhos não nasçam em banheiros ou no chão dos hospitais. De outra forma, talvez a Marina Silva se preocupe com a educação delas e com a formação de lideranças em bairros, comunidades e entidades de classe, para que no futuro a participação delas nos espaços de poder seja mais numerosa e efetiva. E a Val Marchiori se preocupa com o que? Helloooo!

Pode parecer engraçado, mas hoje em dia muitas pessoas tem uma visão romântica dessa data. Você acaba escutando comentários como “A mulher só quer atenção.”, “Nós merecemos um pouco de carinho.”. É uma coisa ingênua, mas que no fundo é verdade. É um sentimento juvenil, que assume uma faceta diferente de mulher para mulher, dependendo da circunstancias da vida que leva. Têm aquelas outras frases clichês de jornal televisivo “A mulher cada vez mais conquista o mercado de trabalho.” ou “Elas estão dominando o mundo.” Eu, sinceramente, penso que se o mundo é tão perverso e difícil atualmente, talvez seja em grande parte culpa dos homens. Faço a mea culpa, não por que esteja diretamente envolvido nos erros. Mas pelo fato de que faço parte de algo maior, algo que transcende a mim, mas que na qual estou envolvido de alguma forma. Enfim, o que queria dizer é que se objetivo for nos tornar, todos nós, mais escravos ainda do que já somos, por favor, mulheres, fiquem em casa.

Deess-code ainda existe?

21 jul

Yah! Hoje é dia de participação masculina no blog!!!

Pessoal, lendo o livro ‘Alo, Chics!’ da Gloria Kalil me deparei com um texto excelente dela, falando sobre o dress-code: a indicação de traje para se utilizar em determinado evento.

Isso é o terror de muita gente. Chega um convite de casamento e já começa o desespero pra saber com-que-roupa-eu-vou. Vai dizer que não é?!

Glorinha é expert em etiqueta contemporânea, por isso, coloco abaixo o texto dela. Caso vocês tenham alguma dúvida quanto a isso, me mandem aqui nos comentários que eu vou aconselhando 😉

Li outro dia num artigo de uma colunista de moda que não se usa mais colocar dress-code, ou seja, a indicação do traje, num convite impresso; que isso é coisa do passado e que agora cada um vai como quer.

Pois devi dizer que discordo totalmente. O dress-code é uma indicação preciosa sobre o tom do evento para o qual estamos sendo convidados. É muito importante saber se o jantar que o chefe do marido está dando exige que ele vá de terno e gravata ou com roupa casual; émuito importante saber se a festa de aniversário de uma pessoa não muito íntima será um baile em que as mulheres vão estar de longo e de joias, ou se uma balada em que jeans e shorts serão as roupas mais adequadas.

Quem vai esclarecer essas dúvidas é o dress-code. Convites sem essa informação dexam as pessoas na insegurança e na boca do erro. Nada pior do que estar vestido demais ou de menos em qualquer ocasião.

Os códigos de roupas mais comuns são:

  • Traje esporte: significa uma roupa descomplicada: as mulheres podem esquecer o salto alto e ir de vestido leve ou com calça esportiva. Para os dois vale um jeans que não seja estropiado. O simples fato de o convite ser impresso, porém, revela um grauzinho de formalidade. Não é para aparecer de bermuda e chinelo como se estivessem indo num churrasco na cada do cunhado.
[caption id="" align="aligncenter" width="326"] Traje esporte[/caption]

 

  • Esporte fino ou traje passeio: o grau de formalidade subiu: não há necessidade de gravata, mas o jeans deve ser substituído por uma calça de brim ou gabardine. Em alguns casos é a hora do blazer sobre camisa, sem gravata. As mulheres devem usar uma sandália de salto, um vestido mais caprichado.
[caption id="" align="aligncenter" width="400"] Traje esporte fino[/caption]

 

  • Traje social ou social completo ou ainda passeio completo: é terno e gravata para os homens (terno claro para o dia e escuro para a noite) e vestido de tecidos mais nobres para as mulheres (as sedas, as musselinas, os georgettes, os bordados).
[caption id="" align="aligncenter" width="459"] Traje social[/caption]

 

  • Black-tie: aí é o smoking para os homens e vestidos de baile para as mulheres.

[caption id="" align="aligncenter" width="555"] Black-tie[/caption]

 

Atualmente é comum receber convites com outras nomenclaturas: “venha bonitinha”, “venha fashion”, ”venha chique”, etc. Isso significa que é para ir com uma roupinha de moda, mas sem grandes formalidades: valem os jeans, as blusas bonitas, camisetas customizadas ou diferenciadas; vestidinhos curtos com sapatos maravilhosos; laçarotes engraçados nos cabelos; acessórios interessantes e cheios de personalidade.

Espero que tenham gostado!

Beijão,

Cayo Vinícius