Amor antigo por Bárbara Freitas

16 jan

O amor definitivamente não é algo moderno. Por isso, grande parte das mulheres bem sucedidas e independentes tem na sua vida amorosa um verdadeiro fracasso. Querem um carro, uma casa, uma profissão que dê status, roupas, bolsas e sapatos caros. Depois quando estão velhas e sozinhas se dão conta de que esqueceram de desejar o essencial, AMOR! Se esqueceram de  sonhar em não serem sozinhas no futuro, terem filhos, marido, FAMÍLIA. Eu realmente desconheço alguém que seja feliz sozinho.

Vamos pensar no futuro… Daqui alguns anos precisarei de companhia de um homem, filhos e netos da mesma forma que um velho  hoje precisa de rampas e não de escadas. Pense que as escadas são sexo e rampas amor, ou seja, em alguma altura da vida você precisará trocá-las, porque uma delas já não te fará tão bem ou você não poderá usá-las mesmo.

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Tive um amor avassalador, escutei que ele não me merecia. Escutei que não devia dar tanta atenção a ele e, que isso não me faria bem. Imagino que ele também deve ter escutado coisas parecidas ao meu respeito. Mas não viver o tal amor iria nos privar de coisas simples e únicas como: Sentir frio na barriga, ficar bobo quando o telefone tocar e vê o nome da pessoa na tela, conversar como criança, dividirmos nossos sonhos… Tudo isso fez parte de um processo de amadurecimento, estávamos aprendendo amar.

No fim das contas o amor é algo antigo, aquele bíblico, que São Paulo tentou definir dizendo:“ainda que  eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine”. E, é exatamente isso que acontece com quem não ama “se torna frio como metal”. Aliás, quem não pode amar, quem não tem amor e não acredita nele está morto há muito tempo.

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Não só o fogo que arde sem se ver como dizia Camões, amor é dedicação, compreensão, paciência. Não seja moderno para amar, seja brega. Mas, também não espere que ninguém ao seu redor te entenda, você sabendo que é por amor. E isso basta. Cozinhe para o seu marido ou junto com ele. Conte estórias para  seus filhos, vá ao cinema com seus amigos e brinque dos mesmos jogos de quando eram crianças. Não deseje ser somente independente e ter o carro, deseje ter alguém ao seu lado enquanto dirige pela vida afora.

Beijos

Bárbara Freitas

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